Página Inicial

As pessoas mais jovens têm memória em HD Alta Definição

As pessoas mais jovens têm memória em HD “Alta Definição”.

Você certamente sabe que as pessoas mais jovens são capazes de lembrar de mais coisas do que as pessoas mais velhas. Entretanto, qual a melhor explicação para isso?

Pesquisadores da Universidade de Vanderbilt dos EUA descobriram que as memórias dos mais jovens parecem melhores, porque são recuperadas em maior definição. É o que diz um estudo recente sobre como as diferenças na atividade neural e comportamental de adultos jovens e mais velhos influenciam a capacidade para armazenar e recuperar memórias.

Os pesquisadores analisaram as diferenças de como as memórias são armazenadas e recuperadas, em relação a idade. Não seria apenas que as pessoas mais jovens são capazes de lembrar de mais informações do que as pessoas mais velhas, mas que suas memórias parecem melhores porque elas são recuperadas em ‘maior definição’. É o que diz Philip Ko, principal autor da pesquisa.

Os resultados foram publicados na Attention, Perception & Psychophysics, em 2014 publicado pela editora Springer.

Sob a orientação de Dr. Brandon Ally, Ko liderou a equipe de pesquisa sobre memória de trabalho visual, a capacidade de uma pessoa para reter brevemente uma quantidade limitada de informação visual. Seu exame de por que essa função é reduzida durante o curso do envelhecimento saudável levou em conta as várias etapas de codificação, manutenção e recuperação da informação memorizada.

Eles submeteram 11 adultos com média de 67 anos de idade e 13 adultos jovens de aproximadamente 23 anos de idade a uma tarefa de detecção de mudança visual. Esta tarefa consistiu em ver dois, três ou quatro pontos coloridos e memorizar sua aparência e localização. Estes pontos desapareciam e, em seguida, depois de alguns segundos, era apresentado aos participantes um único ponto, que aparecia em uma das cores memorizadas ou uma nova cor. A precisão de suas respostas (igual ou diferente) foi usada para medir o quão bem eles memorizaram as cores, e chamada de medida comportamental. Dados de eletroencefalograma enquanto os participantes realizavam a tarefa, também foram coletados, para uma medida neural de suas capacidades de memória.

Dr. Ko descobriu que apesar da medida neural de capacidade de memória ser muito semelhante em os grupos, as medidas comportamentais indicaram menor capacidade de memória em adultos mais velhos, do que em adultos mais jovens. Em outras palavras, durante a fase de manutenção, os dois grupos armazenaram a mesma quantidade de informação. O estudo é o primeiro a mostrar que os correlatos comportamentais e eletrofisiológicos na capacidade de memória de trabalho de adultos mais velhos podem ser dissociados.

Os pesquisadores sugerem, entretanto, que os adultos mais velhos armazenam os itens em uma resolução mais baixa do que os adultos mais jovens , o que resulta em um  reconhecimento prejudicado. A consequência destas diferenças na resolução pode ser aparente durante a recuperação da memória de trabalho visual. Ao contrário dos adultos mais velhos, os adultos mais jovens podem ser capazes de usar a memória implícita de percepção, um tipo diferente de memória visual, para dar-lhes uma dica, quando eles estão tentando recuperar as informações armazenadas.

"Não sabemos por que os adultos mais velhos tiveram pior resultado quando sua atividade neural sugere que sua capacidade de memória está intacta, mas temos duas pistas", disse Ko. "Em primeiro lugar, uma análise mais aprofundada deste conjunto de dados atual e outros estudos de nosso laboratório sugerem que adultos mais velhos recuperam memórias de forma diferente do que os adultos mais jovens. Segundo, há evidências de outros laboratórios que a qualidade das memórias dos adultos mais velhos é mais pobre do que a dos adultos mais jovens. Em outras palavras, enquanto os adultos mais velhos podem armazenar o mesmo número de itens, a memória de cada item é mais vaga do que a de adultos jovens " .

Traduzido pela Plenamente da fonte:  http://ht.ly/sEwqs

 

Journal Reference:

Philip C. Ko, Bryant Duda, Erin Hussey, Emily Mason, Robert J. Molitor, Geoffrey F. Woodman, Brandon A. Ally. Understanding age-related reductions in visual working memory capacity: Examining the stages of change detection. Attention, Perception, & Psychophysics, 2014; DOI: 10.3758/s13414-013-0585-z

 

2014-02-01

Assine nosso Informativo

Cadastre-se gratuitamente e receba nossos Boletins:
CRP/SP: 3605/J
R. João da Cruz Melão 443, Morumbi, SP (mapa)
© 2017. Clínica Plenamente.
O conteúdo deste site é protegido pela Lei de direitos autorais (Lei nº 9.610/1998), sendo vedada a sua reprodução, total ou parcial, a partir desta obra, por qualquer meio ou processo eletrônico, digital, ou mecânico (sistemas gráficos, microfílmicos, fotográficos, reprográficos, de fotocópia, fonográficos e de gravação, videográficos) sem citação da fonte e a sua reprodução com finalidades comerciais.