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Saúde mental do cônjuge afeta a satisfação com o casamento: depressão parece interferir mais no relacionamento do que a ansiedade.

Nova pesquisa investiga como a saúde mental dos cônjuges pode ser um fator importante para a manutenção da satisfação em relação ao casamento e como cada parceiro pode influenciar a felicidade do outro. Estes achados foram publicados na edição de outubro/2004 do Journal do Consulting and Clinical Psychology, da American Psychological Association. (APA).

Em uma amostra de 774 casais casados, de sete diferentes estados dos Estados Unidos, os pesquisadores Mark A. Whisman, Ph.D., Lauren M. Weinstock, M.S. e Lisa A. Uebelacker. Ph. D., investigaram os níveis de depressão e ansiedade por meio da escala MMPI-2, além da satisfação com o casamento, com objetivo de estudar se a patologia de um dos membros do casal estava associada com a sua própria visão ou com a percepção do parceiro a respeito do relacionamento. Mais especificamente, eles investigaram o quanto da satisfação com o casamento pode estar associada com os níveis de depressão e ansiedade de cada um dos membros do casal.

Os resultados mostraram que os níveis de ansiedade e depressão prediziam não apenas a própria, mas também a satisfação do parceiro, em relação ao casamento. Quanto mais ansioso e/ou deprimido cada cônjuge estava, mais insatisfeito estava com o casamento. De forma interessante, observou-se que a depressão influenciava de forma mais intensa os maridos e as esposas do que a ansiedade. Quando um dos membros do casal sofre de ansiedade, mas não de depressão, a interferência na satisfação do parceiro é muito menor.

As evidências apontaram que uma pessoa que vive com alguém deprimido refere mais sofrimento e irritabilidade não só em relação aos sintomas do companheiro, mas em relação ao casamento em si, dizem os autores: “um parceiro deprimido tende a apresentar uma percepção negativa de mundo que parece interferir em como este vê o seu parceiro e o relacionamento do casal”. Por outro lado, um parceiro com ansiedade, pode ter uma preocupação excessiva com as atividades e relacionamentos, mas não tem uma visão tão negativa de mundo comparada com quem tem um parceiro que sofre de depressão.

O estudo não encontrou diferenças de gênero na satisfação do casamento quando esposas e maridos tinham níveis similares de sintomas depressivos e ansiosos. Também não foi observada diferença entre os sexos, quanto ao grau de patologia do marido ou da esposa e a maneira como estes percebiam a satisfação com o casamento. De maneira esperada, os autores encontraram que os piores níveis de satisfação com o casamento estavam entre os casais em que ambos os parceiros apresentavam níveis elevados de depressão.

Estes achados mostram a importância de se avaliar a saúde mental de ambos os parceiros de um casal, quando existe uma queixa de insatisfação com o casamento, diz Dr. Whisman: “Procurar ajuda quando os problemas têm início pode prevenir futuros declínios no funcionamento do casal, além de trazer benefícios no tratamento quando um ou ambos os cônjuges estão sofrendo de depressão ou outros problemas psicológicos”. Aprender a lidar com o bem estar psicológico do parceiro pode ajudar na prevenção das dissoluções no casamento.

Esta reportagem foi traduzida e adaptado pela Plenamente do site www.apa.org.
O artigo na integra pode ser acessado no endereço: www.apa.org/journals/ccp/press_releases/october_2004/ccp725830.html

2004-10-13 00:00:00

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