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Homens menos estressados que mulheres: ambos os sexos menos preocupados depois dos 60. Maria Alice Fontes

Profissionais do sexo feminino e masculino têm sobrecarga de trabalho comparável, mas os homens são muito menos sujeitos às preocupações emocionais decorrentes de problemas com familiares ou amigos, diz David Almeida, psicólogo da Universidade do Arizona, que reportará seus achados no próximo encontro da American Psychological Association em McCormick Place. "O papel das mulheres vem mudando, o dos homens não", diz Almeida.

Estes achados são parte de uma pesquisa americana sobre bem estar e qualidade de vida em adultos, financiada pela MacArthur Foundation e National Institute on Mental Health. Nesta pesquisa foram entrevistados 1031 americanos via telefone, com o objetivo de interrogar sobre causas do estresse, estado de humor e sintomas físicos. As respostas variaram desde problemas escolares ocorrendo com os filhos, parentes próximos que necessitam de ajuda financeira e até conflitos conjugais de amigos. "As preocupações das mulheres giram em torno das outras pessoas, a dos homens não" diz Almeida em relação aos achados da pesquisa.

Os homens reportaram preocupações principalmente ligadas ao trabalho. Eles parecem estar mais estressados do que as mulheres com as famosas "falhas técnicas", tais como problemas com o computador, enganos ou erros no dia a dia e no ambiente profissional. Entretanto, ambos os sexos referem sobrecarga semelhante quando o assunto é o trabalho.

A necessidade de trabalhar das mulheres pode estar causando um aumento no estresse delas. Outra pesquisa recente mostrou que as mulheres tem cerca de 30 minutos a menos de tempo livre por dia se comparadas com os homens. Para os casais que têm filhos, observa-se que as mulheres quase não tem tempo livre, diz Liana Sayer, socióloga da Universidade de Pennsylvania, que fez um estudo sobre estresse e o tempo.

A sociedade também não estaria melhor se as mulheres diminuíssem seu estresse imitando a maneira dos homens reagirem, diz a psicóloga Abigail Steward que desenvolve um projeto da National Science Foundation. “As mulheres estão fazendo um enorme trabalho invisível que é essencial para a existência humana”, diz Steward. "Nós encaramos o estresse apenas na forma negativa, mas ele também representa a possibilidade de uma vida ativa e cheia de desafios… a questão é que os homens precisariam dedicar-se mais ao relacionamento com as pessoas e dividirem a sobrecarga deles." 

Seguem alguns outros achados do estudo de Almeida:
- Mulheres ente 25 e 59 anos, reportaram presença de estresse em 44% dos seus dias, enquanto os homens referiam estresse em 39% dos dias;
- Para as mulheres entre 60 e 74 anos, o estresse foi apontado em 32% dos dias, e em 25% dos dias para os homens da mesma idade;
- Adultos abaixo dos 40 anos, foram os mais suscetíveis às pressões, desentendimentos e tensões interpessoais;
- As pessoas de meia idade demonstraram preocupações com dinheiro, não relativo `a falta dele, mas de como utilizá-lo da melhor maneira;
- Os adultos de mais idade têm uma tendência a lidar melhor com o estresse, não permitindo que este provoque sintomas físicos ou afete o humor.

Esta notícia foi extraída do site www.apa.org, traduzida e adaptada pela Plenamente.

2002-10-07 00:00:00

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