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Psiconeuroimunologia (PNI) uma área que está dando o que falar. Maria Alice Fontes

Há cerca de 15 anos, a Psiconeuroimunologia (PNI), área que busca compreender as relações entre os fatores psicossociais, os aspectos imunológicos e a saúde, ainda era considerada pouco expressiva. Os trabalhos começaram a ser publicados na década de 1960, tentando mostrar a ampla associação entre estresse e resposta imunológica. Hoje, a Psiconeuroimunologia vem se tornando um campo verdadeiramente interdisciplinar, unindo a pesquisa básica ao campo da psicologia e sociologia. A PNI examina, por exemplo, de que forma fatores psicossociais como otimismo e suporte social podem moderar as respostas de estresse.

O estresse da vida cotidiana, principalmente nas situações mais exaustivas, tensas e crônicas, pode afetar uma série de respostas imunológicas, ocasionando alterações biológicas como a atividade das Células T, a resposta de anticorpos, a reativação de vírus latentes como o Herpes Simples, com severas implicações na saúde global da pessoa.

Sheldon Cohen, PhD, da Carnegie Mellon University foi um dos primeiros pesquisadores a mostrar a ligação entre estresse e infecções respiratórias altas. Numa pesquisa recente a ser publicada na Psychossomatic Medicine, Cohen e colaboladores reportaram que pessoas que apresentavam níveis elevados de cortisol, medido após a realização de uma tarefa no laboratório que provocava uma resposta defensiva, estavam mais sujeitos a ficarem doentes em relação aqueles que reagiam de maneira menos intensa e com menores taxas de cortisol, o hormônio relacionado às reações de estresse.

Segundo Cohen, existe uma grande variedade de vírus capazes de desenvolver alterações imunológicas, tanto através da produção de anticorpos, quanto de infecções, como uma forma de resposta aos aumentos no grau de tensão psicológica. Cada vez mais trabalhos científicos confirmam efeitos danosos do estresse sobre infecções virais e bacterianas.

A Psiconeuroimunologia está se desenvolvendo a passos largos, colaborando fortemente para apagar o incômodo dualismo ainda presente na medicina, o qual separa hermeticamente a mente do corpo. A PNI não só deve contribuir solidamente para a compreensão da fisiopatologia médica como para a visão holística da medicina. Esta área pode colaborar para que os pacientes entendam que o seu corpo é uma somatória integrada e indissolúvel do mental com o orgânico, influenciado significativamente pela experiência de vida e por sua própria sensibilidade.

Aristóteles já dizia que a psique (alma) e corpo reagem complementariamente e uma mudança no estado da psique produz uma mudança na estrutura de corpo. De forma inversa, uma mudança na estrutura do corpo produz uma mudança na estrutura da psique.

Esta notícia foi produzida pela Plenamente a partir do artigo “A bright future for PNI” Monitor on Psychology 2002June Vol 33 (6): 46-55

Para ter acesso a este artigo na integra consulte:
http://www.apa.org/monitor/jun02/brightfuture.html

2002-10-07 00:00:00

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