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Você tem letra feia? Qual é o problema? Erika Bauer, Maria Alice Fontes


O que é disgrafia?

Disgrafia é um distúrbio genético e hereditário da área da linguagem que pode se manifestar através da leitura, soletração, escrita, linguagem, razão e cálculos matemáticos com lentificação na escrita, letra ilegível e desorganização no papel. Este transtorno pode estar associado à Dislexia.

Quais os tipos de disgrafia?
No Brasil são classificadas em Disgrafia e Disortografia. De acordo com a Internacional Dislexya Association,disgrafia engloba também a disortografia, sendo classificada como dislexia motora e espacial.

Quais as possíveis causas da disgrafia?
Uma das teorias que explica a disgrafia seria uma falha o processo de integração da visão com a coordenação do comando cerebral do movimento. Assim, torna-se difícil para os disléxicos, monitorar a posição da mão que escreve, com a coordenação do direcionamento espacial necessário à grafia da letra, número, integrados nos movimentos de fixação e alternância da visão.

Quais as dificuldades encontradas pelos disgráficos?
As dificuldades dos disgráficos envolvem a coordenação de movimentos com direcionamento visual, desde os movimentos simples como seguir uma linha, até para o refinamento da motricidade fina, que seria o traçado da letra e número.

Quais as características da disgrafia?
Disgrafia disléxica: a escrita espontânea de textos é ilegível. A capacidade de escrever textos ditados oralmente é pobre, mas o desenho e a cópia de textos escritos são relativamente normais. A velocidade na capacidade motora fina é normal.
Disgrafia motora: a escrita espontânea e a cópia de textos são quase ilegíveis. A capacidade de escrever sob ditado pode ser normal, mas o desenho da letra é problemático. A velocidade da capacidade motora fina é anormal, lentificada.
Disgrafia espacial: a caligrafia é ilegível em todos os escritos, seja na escrita espontânea como naqueles copiados. A soletração oral é boa, mas o desenho da letra é muito problemático.

Como é feito o diagnóstico?
Para o diagnóstico é necessário além de exames de rotina, como oftalmológico, audiológico e eletroencefalográfico, a ajuda de um profissional especializado para iniciar um trabalho de reeducação, visando uma melhora na aquisição da linguagem oral/escrita. Lembrando que quanto mais precoce o diagnóstico, maiores são as possibilidades de reverter os reflexos negativos desse distúrbio para o desenvolvimento.

Quais as dicas para os disgráficos: 

  • Disponibilizar mais tempo para as tarefas escritas, incluindo a escrita de anotações no caderno, cópia e testes.
  • Na escola, permitir que o aluno comece projetos e tarefas mais cedo que os demais.
  • Permitir atividades alternativas e relacionadas ao material a ser ensinado.
  • Facilitar o aprendizado do uso do teclado para aumentar a velocidade e legibilidade do trabalho escrito, não dispensando, é claro, o trabalho manual.
  • Em alguns casos, será necessário eliminar a demanda da cópia, fornecendo para eles o material impresso.

Ajudando as pessoas que têm transtornos de leitura e escrita, pode-se transformar a baixa auto-estima causada pelas dificuldades, oferecendo oportunidades para que pessoas extremamente brilhantes sejam capazes de expressar suas idéias, sem todos os estigmas de passar para o papel o potencial de suas cabeças.

 

 

 

 

2008-03-17 00:00:00

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