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Amigos imaginários permanecem até os primeiros anos da vida escolar.

Crianças em idade escolar brincam com amigos imaginários tanto quanto as crianças pré-escolares, diz o estudo publicado em novembro/2004 (Developmental Psychology, vol. 40, nº6). O estudo, conduzido pela psicóloga Marjorie Taylor, PhD da Universidade de Oregon e seus colegas, contradiz a idéia de que a idade pré-escolar seja o pico da idade para os jogos imaginativos, incluindo brincar com companheiros imaginários.

Este estudo foi um follow-up da pesquisa realizada em 1997 na qual foram entrevistadas 152 crianças de 3 e 4 anos de idade e seus pais, demonstrando que 28% das crianças brincavam com amigos imaginários. Três anos mais tarde o objetivo do novo estudo foi entrevistar as mesmas crianças para verificar o que havia acontecido com aqueles amigos imaginários e se as crianças haviam criado novos.

Taylor e seus colegas esperavam que o número total de amigos imaginários tivesse decrescido com a idade. Ao invés disso, verificaram que das 100 crianças que fizeram parte do estudo, 31% mantinham um amigo imaginário aos 6 ou 7 anos. “Nós ficamos definitivamente surpresos” revelou a pesquisadora.

Foi possível encontrar, entretanto, algumas diferenças entre as crianças aos 3 ou 4 anos e aos 6 ou 7 anos. Primeiro, apenas 3 das 100 crianças estavam brincando com o mesmo amigo imaginário durante os três anos da pesquisa . Outro aspecto interessante foi notar que no primeiro estudo houve uma diferença significativa de gênero, as meninas foram mais propensas a ter amigos imaginários em relação aos meninos, já no segundo estudo, tal diferença desapareceu. No primeiro estudo as crianças eram mais propensas a ter amigos imaginários baseados em seus objetos pessoais, como por exemplo, um animal favorito, mas no segundo estudo elas apresentaram tendências a ter uma companhia realmente imaginária. Além disso, no estudo inicial os pais tinham mais conhecimento que seu filho brincava com um companheiro imaginário do que no segundo estudo.

Os pesquisadores também investigaram se havia diferenças entre as crianças que tinham amigos imaginários e aquelas que não tinham. Poucas diferenças foram encontradas nos resultados dos testes de personalidade, relacionamento social e emocional.

Segundo Taylor, os novos achados da pesquisa são consistentes com a idéia de que a fantasia e o mundo imaginário” desenvolvem um papel importante durante a vida das pessoas desde a infância até a fase adulta. Ela e seus colegas têm discutido com escritores de ficção sobre suas relações com os personagens de seus livros, os quais Taylor acredita possam ser de alguma forma semelhantes com as relações das crianças com seus amigos imaginários.

“Algumas vezes as pessoas acreditam que se as crianças, particularmente as mais velhas, têm um amigo imaginário, isso significa que alguma coisa está errada, a criança é tímida ou não tem um ‘amigo real’, mas na realidade ter um amigo imaginário é um comportamento bastante normal.” referiu Taylor.

Este texto foi traduzido e adaptado pela Plenamente do site www.apa.org/ e encontra-se publicado (Monitor on Psychology, vol.36, nº 1, jan/2005)

2005-03-15 21:59:04

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