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PET Scan mostra como o cigarro afeta os órgãos

NIDA (National Institute on Drug Abuse) Set, 2003

A premissa que o cigarro afeta de maneira direta e às vezes fatal os pulmões é muito conhecida. A novidade é que novas pesquisas realizadas pelo NIDA (National Institute on Drug Abuse), Instituto de Saúde e Departamento de Energia Americano, têm apontado que os fumantes de cigarro apresentam níveis diminuídos de uma enzima chamada “monoamino oxidase B” (MAO B), nos rins, coração, pulmões e baço. Quantidades aumentadas ou diminuídas desta importante enzima pode afetar a saúde física e mental de um indivíduo.

A função da enzima MAO B é controlar alguns neurotransmissores e regular a pressão sanguínea. O PET Scan ou Tomografia por Emissão de Pósitrons utiliza componentes radioativos e tecnologia computadorizada para produzir imagens dos processos bioquímicos encontrados nos seres vivos. Assim, foi possível mapear a presença da enzima MAO B no organismo por meio do PET Scan.

Elias Zerhouni, diretor do “National Institute of Health” aponta que “o cigarro é um problema de saúde pública responsável por aproximadamente 440.000 mortes a cada ano, somente nos Estados Unidos”. “Estes novos achados ressaltam que o ato de fumar cigarro afeta a bioquímica de múltiplos órgãos, além das vias aéreas superiores e os pulmões." 

Dra. Nora D. Volkow, diretora do NIDA (National Institute on Drug Abuse), uma das autoras da pesquisa, ressalta que, quando se pensa nos efeitos nocivos do cigarro, usualmente se fala da nicotina e dos pulmões. “Mas aqui vemos o impacto da falta de uma enzima em lugares bastante distantes dos pulmões, como resultado de substâncias diferentes da nicotina. Este é um alerta importante que o ato de fumar, além de causar dependência, expõe todo o organismo a ação de milhares de substâncias nocivas”.

A equipe da Dra. Joanna Fowler, juntamente a Dra. Volkow, comparou a atividade da enzima MAO B, por meio do PET scan, de 12 fumantes e 8 não fumantes. Os pesquisadores observaram que a atividade da enzima MAO B nos órgãos periféricos estava reduzida em um terço, chegando até a metade nos fumantes, comparados com os não fumantes.

Os pesquisadores se preocupam que os efeitos destes achados continuem desconhecidos. “As conseqüências dos níveis reduzidos desta importante enzima precisa ser estudada detalhadamente”, explica Dra. Fowler. “Até o momento não se sabe sobre os efeitos fisiológicos da redução da MAO B nos órgãos periféricos. O que se sabe é que precisamos desta enzima para bloquear a elevação da pressão arterial, desencadeada pela presença de substâncias presentes em alguns alimentos, assim como pela nicotina. Assim, é possível que baixos níveis desta enzima possa ter conseqüências médicas nos órgãos”. Outras pesquisas destes autores já apontaram níveis reduzidos de MAO B no cérebro de fumantes.



A ilustração mostra a concentração do indicador radioativo da monoamona oxidase (MAO B). A cor vermelha aponta as maiores concentrações. Pode-se ver claramente que as menores concentrações estão nos fumantes. Em determinadas áreas, como nos pulmões e no cérebro, as concentrações são tão pequenas que parecem virtualmente ausentes. Isso demonstra a diminuição da quantidade de MAO B nos órgãos periféricos dos fumantes, comparados com os não fumantes.

Este texto foi traduzido e adaptado pela Plenamente do site http://www.drugabuse.gov/Newsroom/03/NR9-08.html

2004-02-11 00:00:00

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